Qualidade X Quantidade: inimigos para sempre
Por Jorge Utimi Sobrinho.
Quantas vezes já não escutamos esta frase: a Qualidade é inimiga da Quantidade!
No meu caso em especial que venho de uma família de descendentes japoneses tradicionais, fazer tudo com muita prescisão e Qualidade sempre foi primordial. A questão “grandes volumes” ou produção em massa sempre foi tratada de forma muito categórica e quando possível era deixado a cargo das milhões (ou bilhões) de mãos de nossos vizinhos chineses.
Não é por menos que esta nação que representa quase a metade de toda a população mundial hoje tem mão-de-obra quase gratuita e consegue competir em qualquer segmento com muita escalabilidade e preço – mas nem sempre com Qualidade!
Mas o mundo, que agora ganhou outro adjetivo – “globalizado” – vem sofrendo uma profunda transformação, saboreando novos valores, como crescimento sustentável e inteligência competitiva e começa a exigir das várias áreas de atuação uma visão de Quantidade combinada com “Qualidade” gerando desta forma um novo desafio na gestão moderna.
No mundo corporativo, essa realidade não é diferente e, muitas vezes, acaba sendo o motivo de dedicação minuciosa de horas de trabalho e valores de investimentos fora da realidade de muitas empresas nacionais.
Falando especificamente da Área de Tecnologia da Informação, nos deparamos com a questão dos Bancos de Dados Corporativos e sua complexidade de informações que, a cada ano, recebem mais incrementos de diferentes áreas de atuação e departamentos com suas estratégias dinâmicas e constantemente mutáveis.
Estudos de consultorias norte-americanas, que avaliaram o crescimento de um Banco de Dados de uma empresa de porte médio no setor atacadista, chegaram à seguinte conclusão: uma empresa com estas características pode chegar a “duplicar” a quantidade de registros do banco de dados de clientes e fornecedores com informações transacionais ou de produtos num período de apenas 12 meses.
Com a velocidade e dinamismo com que as empresas vêm necessitando de informações para se tornarem mais competitivas e próximas dos seus clientes, estima-se que em menos de cinco anos este comportamento técnico de duplicação da quantidade de registros de uma base de dados operacional possa ocorrer a cada 12 semanas!
Agora vem a grande pergunta: as empresas estão estruturalmente preparadas para armazenar, gerenciar e enriquecer estes dados para, de forma rápida e eficiente, devolver os mesmos ao mercado em formato de informações, serviços junto aos seus clientes com a Qualidade necessária e sem que os custos deste gerenciamento estejam proporcionalmente relacionados a este crescimento?
Em qual momento a Qualidade e eficiência na classificação de nossas expectativas serão suficientes para que, independentemente da quantidade de informações que envolvam a personalização de nossa satisfação, possamos atender a um número crescente de exigências nos dando a impressão de que somos realmente exclusivos?
A tecnologia de fato é essencial neste processo, mas não podemos esquecer que a preocupação com a Qualidade, quando executamos as atividades e manipulamos as informações, será daqui pra frente essencial para que desperdício de recursos e tempo seja minimizado ao máximo em qualquer setor de atuação do mercado.
Jorge Utimi Sobrinho é diretor Comercial da Inteligência de Negócios – uma das masters resellers da QlikTech Internacional.
